terça-feira, 14 de outubro de 2014

Japão é campeão de reciclagem de latas de alumínio


O Brasil vem aos poucos se tornando um dos campeões de reciclagem de latas de alumínio, mas ainda distante de números como o do Japão, por exemplo, onde o nível de conscientização da população faz com o país seja uma referência mundial em reciclagem.

Diferente do Brasil, onde o trabalho de coleta de latas é feitos pelos recicladores, pessoas que sobrevivem do dinheiro da venda de latinhas, no Japão o trabalho é feito pelos próprios consumidores dos produtos, que separam as latas em suas residências.

A Associação de Reciclagem de Latas de Alumínio do Japão anunciou no seu relatório anual de atividades que, em 2013, essas operações atingiram a porcentagem recorde de 92,9% no Japão. Uma taxa superior a 90% coloca o país no nível mais alto do mundo. Latas de alumínio são utilizadas na venda de bebidas, alimentos processados e querosene. Desde que a lei sobre reciclagem de vasilhames e embalagens entrou em vigor em abril de 2000, a taxa de reciclagem de latas de alumínio  aumentou bastante. A lei obriga empresas a reciclarem as latas. 

Na década de 1980 a taxa de reciclagem de latas de aço girava em torno dos 40%. Essa taxa foi subindo durante a década de 90 e a primeira década deste século. Um dos motivos foi a colaboração bem sucedida entre 3 parceiros: as companhias fabricantes e comerciantes de bebidas em lata, a coleta de lixo feita pelos municípios e os consumidores.

Ao lado das máquinas de refrigerante sempre há uma lixeira

Não há dúvida que a lei de reciclagem de vasilhames e embalagens ajudou a propulsionar as operações. Contudo, os esforços dos municípios e das fabricantes de bebidas também desempenharam um papel importante. Os municípios criaram vários sistemas de separação do lixo. Por exemplo, latas e garrafas de plástico e garrafas de vidro são recolhidas em dias diferentes da semana. As próprias fabricantes de bebidas tiveram a iniciativa de colocar lixeiras para recolher latas usadas ao lado de máquinas de vender refrigerantes.

Na verdade, nas décadas de 1970 e 1980, latas de bebidas não alcoolicas usadas eram deixadas por toda a parte no Japão, prejudicando a imagem das cidades. Isso acabou gerando um problema social, por isso empresas do setor começaram a coletar as latas usadas. Depois disso, a quantidade de lixo continuou aumentando, e o próximo grande desafio foi encontrar depósitos de lixo. Talvez o principal incentivo que resultou na taxa de reciclagem mais alta do mundo tenha sido a voz do público, que pediu uma resolução da questão do lixo acima de tudo.

Como a capacidade de reciclagem já quase chegou ao seu limite, o desafio futuro será como manter essa alta taxa. Um desafio maior do que a reciclagem em si é diminuir o volume total de lixo tornando os vasilhames mais leves.



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